quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dicas de Curaçao

Curaçao é a maior das três ilhazinhas (ao lado de Aruba e Bonaire) localizadas próximas à Venezuela. Banhada pelo mar das Caraíbas, possui belíssimas praias; a capital, Willemstad, é bem simpática e tem boas opções de restaurantes e passeios. Fomos em setembro de 2011 e nos surpreendemos com diversos aspectos: O calor, o mar azul turquesa, a cultura, a arquitetura colorida e a vida marítima riquíssima conquistaram nossos corações. O País, autônomo desde 2010, possui apenas duas cidades: Willemstad e Sabana Westpunt.

Punda e suas fachadas coloridas
Kenepa Grandi - A praia preferida dos nativos
Continua...

Ela é a grande responsável pelo desejo insaciável de viajar que nos acometeu desde a visita a ela. Por que? Nunca tínhamos visto praias como aquelas antes na vida. Só quem já foi ao Caribe ou a algum outro lugar do mundo com o mar transparente e azul turquesa sabe qual é a sensação de vê-lo pela primeira vez. Até esse momento, eu não acreditava que fotos que víamos daquele mar fossem reais. A cultura de Curaçao (colorida, vibrante, diferente) nos fez enxergar como o mundo é recheado de diversidade: é como se a bolha em que vivíamos até aquele momento estourasse e o isolamento desse lugar à sede de conhecer tudo que existe por aí. De repente, a gente percebe como é pequeno e como sabe pouca coisa.E foi assim que tudo mudou! Ah, Curaçao, te devemos tanto!  


Curiosidade 
Bandeira
De acordo com a Wikipédia "Os nomes dados inicialmente à ilha (1501), Curasorbo e Curasoto, significando, respectivamente, "trago de bebida para cura" e "matagal de cura". Assim se entende a palavra "curação" (arte de curar) e não com o significado de "coração". Havendo , também, a teoria de que o nome tem origem no facto de aí se produzir um licor a partir de cascas de laranja-da-terra, cravo e canela. Os holandeses denominaram assim a ilha por não serem capazes de pronunciar "Ilha da Curação", nome dado originalmente por navegadores portugueses que viram ali a cura de doentes atacados pelo escorbuto. Provavelmente, terão sido salvos pelas vitaminas dos frutos que ingeriram na ilha (...) quatro países agora formam o Reino dos Países Baixos, que é responsável pela segurança e relações internacionais dos seus países-membros: Países Baixos, na Europa; Aruba, São Martinho e Curaçao, no Caribe."


Qual é a língua oficial?
Assim como em Aruba, é o Papiamento, mas é muito comum escutar os nativos conversando em holandês e, como vivem do turismo, não é raro que falem também inglês e espanhol e até entendam um pouquinho do português, já que o Papiamento é derivado da nossa língua.
 
Fonte da imagem
Qual é a moeda local?
A moeda local oficial é o Florim das Antilhas Neerlandesas (Nafl) ou Guildas, que não é igual ao Florim de Aruba (AWG), apesar do nome. O dólar americano é amplamente aceito, sendo possível, inclusive, pagar em uma moeda e receber o troco em outra (Geralmente, pagar em dólar e receber troco em Florins, o contrário não é muito comum). A cotação é 1 Dólar Americano (USD) = 1,79007 Florins das Antilhas Neerlandesas, ou seja, é mais valorizado que o nosso pobre Real, já que a cotação hoje é 1 Dólar = 2,394 Reais. (Em 13/02/14)

Como levar o dinheiro? 

Há um tempo atrás a resposta seria diferente: como o nosso governo recentemente aumentou o IOF para saques internacionais e para cartões pré pagos (ficou equiparado ao cartão de crédito), a reposta é cartão de crédito + dólares americanos em espécie. Você não vai conseguir comprar Florins por aqui, mas poderá usar seus dólares lá tranquilamente. Apenas tenha em mente que provavelmente você receberá seu troco em Nafl, na cotação feita pelos comerciantes, de 1,77 Florins por dólar. Caso precise sacar dinheiro, procure os sinais ““Bankomatico” ou “Geldautomaat.” Em geral, os caixas eletrônicos permitem o saque em moeda local ou dólares americanos.

Como ir?
Várias companhias aéreas operam vôos para Curaçao, saindo de diversas cidades brasileiras, com conexão no Panamá, Bogotá, EUA ou Aruba. Dada a proximidade das ilhas, é possível combinar a visita a Curaçao com uma ida a Aruba. Nesse caso, recomenda-se uma pesquisa na Insel Air (http://www.fly-inselair.com/). São aeronaves bem pequenas, portanto, não indicaria para pessoas que tem muito medo de voar. Os trechos, porém, são bem curtos. Não dá 20 minutos.
Quando fomos, optamos por um vôo da Gol que não mais é operado, saindo de Brasília, com escala em Aruba. Hoje, recomendaria ir pela Copa Airlines, exceto para moradores de São Paulo, para quem compensa ir de Gol.Sobre o aeroporto do Panamá, onde se faz conexão indo de Copa, vale conferir as observações feitas no nosso post "Dicas de Aruba".
  Quando ir? 
Assim como Aruba, Curaçao não está na rota de furacões, podendo ser visitada tanto no primeiro quanto no segundo semestres.
Os meses mais secos (menos chuva) são aqueles compreendidos entre janeiro e setembro, podendo ocorrer precipitações nesse período, comumente por pouquíssimo tempo. Nada que vá atrapalhar a experiência.A temperatura máxima varia entre 27 e 32 graus, sendo a sensação térmica de real e intenso calor! Muito calor mesmo! Uma delícia na praia, mas um pouco incômodo em outros momentos. Ao sair do avião, logo percebemos a mudança do clima! Um bafo quente te pega de surpresa... Os meses mais quentes são Agosto, Setembro e Outubro.
Média de temperaturas mínimas e máximas ao longo do ano em Curaçao.
Precipitação média ao longo do ano em Curaçao.
 O Aeroporto de Curaçao é bem simples e fica um pouco distante de Willemstad, o centrinho da ilha. A imigração é tranquila, não vimos nenhum tipo de complicação com as pessoas do nosso vôo.
Vale a pena alugar carro?
Sim! Uma particularidade que vimos lá é relacionada com os táxis. Diferentemente dos demais locais que visitamos, eles são praticamente inexistente, pelo menos no aeroporto. O que há são algumas vãs para transporte de grupos, utilizadas como táxi. O curioso é que, apesar de dividir o carro com outros passageiros, você não receberá qualquer desconto por isso. O preço é combinado com o motorista e não é comum o uso de taxímetro. A nossa chegada foi à noite e, logo que saímos no desembarque, notamos que se formou uma fila, aparentemente para nada. Reparamos que as pessoas da fila entravam nas tais vans e, vamos confessar, achamos aquilo muito esquisito. Como não aparecia nenhum meio de transporte mais oficial, entramos no esquema e chegamos ao hotel, sãos e salvos. A impressão ruim dessa chegada continua no trajeto até o centro, pois essa área da cidade é bem feinha, mais pobre e menos turística, mas logo passa.
Recomendamos, portanto, o aluguel de carro. Especialmente por se tratar de uma ilha, não tão pequena assim, com praias belíssimas mais isoladas e distantes do centro comercial. Pode acreditar que vai valer cada centavo!
  

Onde ficar? 
Em uma pesquisa rápida pelo DECOLAR, encontramos 39 Hotéis, sendo que a grande maioria se concentra no centro de Willemstad, em Punda e Outrobanda (áreas do centro separadas por um canal e interligadas por uma ponte móvel para pedestres) e pouquíssimos mais a noroeste da ilha, próximo às praias mais bonitas, mas longe dos restaurantes e centro comercial. Como se pode ver, os preços variam bastante, mas entre os 10 mais bem classificados no critério pontuação dos hóspedes, 5 possuem diárias abaixo de 300.




Vista da varanda do nosso quarto.
Nos hospedamos no Avila Hotel (4) e recomendamos a estadia. O hotel é confortável, possui 3 opções de restaurantes e duas praias privativas. 
O mar é mais esverdeado do que nas praias mais famosas, mas é tão transparente quanto e é um prato cheio para a prática de snorkel, já que tem muita vida marítima na região.

A grande atração dos quartos é a varanda, voltada pro mar. A diária não inclui o café da manhã, mas existe uma opção mais econômica: um pequeno café dentro do complexo do hotel. Existe também um ATM (caixa rápido), em que se pode tirar extrato de cartões pré-pagos e fazer saques em dólares e Florins.












Praia do Hotel Avila - ao fundo: Bangalôs com vista para o mar.
Praia do Hotel Avila


Visitamos, também, o Renaissance Resort & Cassino (5). Localizado em Outrobanda (significa literalmente, "outra banda"), possui um cassino e diversas lojas de marcas famosas. Quase um shopping.

    O que fazer? 

    - Praias: 



- Kenepa Grandi – praia bem afastada da cidade. Preferida dos locais. Coloração da água bem azulada, transparente, contornada por formações rochosas e vegetação local. Incrível paisagem. Possui um mirante excelente para tirar fotos. Não tem opções para aluguel de guarda-sol ou espreguiçadeiras, apesar da colocação de palapas na praia. Quando fomos, tinha uma pequena lanchonete com salgadinhos e bebidas variados. Vale muito a pena. Um dos lugares mais belos que conhecemos na vida.
 

  

- Playa Porto Mari – primeiro mar azul-turquesa que vimos. Incrível a cor daquele mar. Inesquecível. A areia da praia possui muito cascalho na proximidade da água, o que chega a machucar o pé logo na entrada. Possui um bom restaurante, com opções de drinks e refeições. Paga-se uma taxa para o uso de espreguiçadeiras e guarda-sol. Ao lado do estacionamento, próximo ao bar, há uma loja de mergulho, sendo boa opção para a compra de snorkel ou de sapatilhas para andar no cascalho. Quando fomos, compramos snorkel a 50 dólares cada.





 - Cas Abao – Semelhante à Kenepa em relação à estrutura e também quanto às características da água. Hoje existe um restaurante no local. Segue a beleza natural característica da Ilha. Com características semelhantes, temos a Playa Jeremi, mais ao norte.



        - Jan Thiel – Situada no complexo de um Resort que leva o mesmo nome da praia, é frequentada majoritariamente por holandeses e ingleses hospedados na localidade. Possui bom restaurante, com boas opções de bebidas, embora um pouco mais caro que o usual para a região. Recomendamos a Sangria do bar!
A água é mais esverdeada, como ocorre nas demais praias da parte sul da costa. Tem espreguiçadeiras pra dar com pau. Boa pedida para passar mais tempo sem se preocupar com a necessidade de levar bebidas e comidas do hotel.




  - Seaquarium beach/ Mambo Beach – Também ao sul da ilha. Mar com coloração mais esverdeada. Muita estrutura, quase uma balada na praia. Aberta muitas vezes até de noite (pelo menos quando fomos). Perde por ser um tanto mais artificial que as praias a noroeste. Paga-se uma taxa para entrar. Não consideramos uma boa opção, especialmente se você não tiver muito tempo, não que não seja bonita, mas as outras são estonteantes.
- Klein Curaçao – Ilhazinha localizada próxima de Curaçao, mais ou menos 2h de distância. Só é possivel chegar pelo mar, ou seja, é necessário contratar o passeio. Acabamos não conhecendo quando fomos, mas todas as referências que tivemos foram excelentes. Parece ser realmente imperdível. As fotos são de tirar o fôlego (http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g147277-d150220-Reviews-Klein_Little_Curacao-Curacao.html)


    - Restaurantes: 


Se você é fã de frutos do mar, certamente vai amar a culinária praticada no local. Se não for, não tem problema. Há diversas opções. Não deixe de provar as famosas "bitterballs", uma espécie de croquete típico de Curaçao.



fonte http://en.wikipedia.org/wiki/Bitterballen

Vamos listar alguns dos restaurantes que mais gostamos:
        - Gouverneur de Rouville  – Com opções de pratos típicos da ilha e outras de caráter mais internacional, é um restaurante com um ambiente agradabilíssimo, preço em conta e comida de primeira. Foi o nosso predileto. Fomos duas vezes.

 
Prato de Atum do The Governeur
        - Iguana Café – Localizado em Punda, à beira do canal que passa no centro da ilha, é uma ótima opção para uma comida simples, em ambiente descolado, curtindo a passagem dos barcos no canal entre Punda e Outrobanda. Pedimos o pescado do dia e era um Red-Snapper assado inteiro!

        - Scampi’s – Excelente opção no Amsterdam Fort, o forte de Punda. Excelente comida e bom preço. Recomendo os pratos com camarão. Foi o melhor que já comemos na vida.

        - Blues Jazz Bar & Restaurant – localizado dentro do Avila Hotel, mas com acesso ao público em geral. O ambiente é agradável, toca jazz a noite toda e possui boa variedade de comidas e bebidas. Lá experimentamos um aperitivo de carne de jacaré. Bem interessante!
 
Aperitivo de Jacaré... Gosto de Frango!



Punda iluminada - Vista do Riffort Village.
Visitamos também o Bistro Le Clochard e, sinceramente, foi uma péssima opção. Fica no Riffort Village, um complexo de lojinhas e restaurantes, que também já foi um forte em Outrobanda. Além de absurdamente caro, a comida não era nada demais, o atendimento foi uma porcaria e a única coisa que salva o restaurante é a vista para as fachadas coloridas do centro, que são iluminadas à noite. Realmente belíssima.











    - Oceanário:

O oceanário de Curaçao fica na região do Seaquarium, que também comporta a Mambo Beach. O preço do ingresso é bem em conta, não nos lembramos exatamente o valor, mas acreditamos que seja algo em torno de U$ 8. Estudante não paga meia (rsrs!!!). Há várias espécies de animais marinhos no local, apresentação de golfinhos, e muitos belos aquários. Lá dentro é possível comprar souveniers e há uma lanchonete para fazer um lanche. O passeio é interessante,  existe um grande número de espécies, tanto de peixes, quanto de Tartarugas.



Aquário de tartarugas - no Oceanário.
    - Cassinos:
    A maioria dos grandes hotéis de Curaçao possuem cassinos dentro de suas dependências. É possível jogar black jack, roletas e máquinas caça-níqueis. Não somos muito entusiastas dessa atividade, mas vale a pena entrar e dar uma boa olhada no ambiente.

    - Outros pontos turísticos:
Ponte Móvel que liga Punda a Outrobanda
    A ilha funciona, basicamente, só até as 18h. Depois disso, somente restaurantes. Apesar disso, é muito interessante passear no entardecer e início da noite em torno da famosa ponte que liga Punda a Otrabanda. Constantemente, é possível ver transatlânticos atracando na região, descendo inúmeros turistas de todas as partes do mundo. É legal também observar a ponte menor sendo movida para a passagem de enbarcações no local.
    Outro aspecto turístico são os fortes da ilha. No interior deles, além dos aspectos históricos, foram instalados muitos restaurantes e lojas, sendo boa atração no período da noite. Para quem quer fazer compras, as ruas de Punda próximas ao canal são recheadas de lojas, de eletrônicos a roupas, mas fecham às 18 horas.
  

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